Como está a relação da MOBILIDADE URBANA com o MEIO AMBIENTE?

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De modo muito sugestivo,
é sensato acreditar que vai de “mal” a “pior”.
(Opinião predominante dos estudiosos do tema)

Além,
de que a sociedade espontaneamente
investe bilhões
em algo – a compra de automóveis –
que certamente irá nos matar.
(Tipo aquela selvageria primitiva)

Temos nesta equação,
a política de infraestrutura do governo,
que destina cada vez mais
facilidades ao “uso insustentável” de carros particulares.
(Mistura de “cérebro astuto” com “obsceno”)

Somos conscientes do crescimento exponencial da frota de veículos no Brasil…

… Mas como proprietários desta “empresa de destruição”,
escondemos a sensatez no esquecimento
e assumimos essa concepção
de lógica e realismo tão desumanos.

É evidente o papel do automóvel na sociedade…

“Ele” representa a mistura de status, conforto e comodidade.
(Desculpem, faltou o “egoísmo”)

Sabemos que as necessidades do mundo moderno são infinitas,
mas os recursos disponibilizados são limitados.
(Pareceu “insossa” esta informação?)

E ainda no mesmo “buraco”
podemos incluir a capacidade de depuração – regeneração -,
da atmosfera.

A Natureza
está sendo extirpada e rasteja próxima à beira da aniquilação…

Creiam nisso,
pois somos o letal fermento
da sua decomposição.

Mas fica claro que incentivar políticas para diminuir a quantidade de carros particulares,
por outros modos de mobilidade,
tais como caminhar, andar de bicicleta, ônibus…
… é um discurso muito bonito.
(Por vezes parecem até uma espécie de “novo culto”)

Quando me deparo com esta “premissa”,
sem o menor acanhamento intelectual,
bebo do verdadeiro furor de cidadania e tasco a pergunta:
– Mas como fazer isso?

E então,
o barulho das vozes
se apaga num surdo murmúrio,
tomada de poucas e resistentes frases obscuras.
(As respostas são complicadas e contrárias ao senso comum)

São “pseudossoluções”…
…em sua maioria contraditórias e divergentes.
(Tipo a piada contada por bêbado).

Vejam o exemplo:
– Tenho 60 anos e trabalho a 17 quilômetros da minha residência.
Então,
como devo me deslocar de forma “sustentável”?

Alguns já propuseram sugestões a este “probleminha particular”…
… e tristemente digo-lhes que
ficou a cheirar como aquele tipo de “arenga”,
que ouvimos de gurus motivacionais.
(Ainda espero que haja um Einstein em potencial da mobilidade urbana escondido por ai em algum lugar)

Sabemos que o investimento na mobilidade coletiva
nos grandes centros urbanos será decisivo…
…mas e o ambiente no qual vivemos?

Já se perguntaram?

Não se trata, aqui,
do falso alarmismo, mas sim de dados objetivos.

A preocupação maior da sociedade,
realmente é o congestionamento que o excesso de veículos nas vias ocasionam…

Olha que enfadonho,
ficar aquele “tempo enorme” preso dentro do carro.

Mas com isso,
estamos a demonstrar compreensão insuficiente dos acontecimentos…
… tal qual analfabetos sociais.
(Que diariamente ministram um discurso que flerta com o egoísmo, o individualismo e a autossuficiência…).

Só para que possamos superar a repetição de nossos fracassos,
e não banalizar as causas e os efeitos como algo ocasionado por “motivo único”,
você saberia responder o que é um CARRO ECOLÓGICO?…
(http://www.foodservicenews.com.br/dirigindo-um-negocio-promissor-carros-ecologicos/)

…ou então se,
eles verdadeiramente NÃO POLUEM?
(http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/carros-ecologicos-o-futuro-agradece/)

Bem,
os veículos chamados de ECOLÓGICOS
criam falsas expectativas de solução dos problemas ambientais.
(Mas temos sim que reduzir drasticamente o uso de carros movidos à gasolina, diesel e GNV)

Há relatórios que enfatizam a contaminação do solo, ar e água
por gasolina,
diesel e demais poluentes – como os metais -,
presentes nos combustíveis hoje utilizados
nos automóveis e caminhões.

Só para tornar a informação um pouco mais “macabra”,
saiba que a deposição de substâncias – que originam posteriormente a CHUVA ÁCIDA –
de apenas UM AUTOMÓVEL,
pode causar a morte de 3 (três) árvores e afetar severamente outras 30 (trinta).

Além disso,
ainda se utiliza na fabricação dos automóveis
substâncias denominadas de “CFCs”,
que são maléficas a CAMADA de OZÔNIO – camada a qual sem “ela” o corpo humano fica muito mais propenso ao câncer -.

Os “CFCs” – clorofluorcarbonos – também de forma devastadora,
contribuem para o EFEITO ESTUFA – aquele efeito que modifica o clima -.

Só a produção de um automóvel – em média com 850 kg -,
requer 2 (duas) toneladas de óleo combustível…
(Mais poluidor do que “ele”, só “ele” mesmo)

A produção automobilística consome matérias-primas
e produtos industriais como aço, alumínio, borracha, tintas, vidro ou plástico,
e muitas “outras cositas más”…

A preparação e transformação desses produtos
tem um enorme custo direto e indireto para o meio ambiente.

Um exemplo de custo indireto são as hidroelétricas – vilãs ecológicas –
que destinam o fornecimento de eletricidade necessário para a obtenção do alumínio,
primordial na fabricação de automóveis populares.
(http://wwwo.metalica.com.br/31-razoes-para-usar-fundidos-de-aluminio)

Os plásticos (polímeros) utilizados na fabricação dos automóveis são oriundos de processos petroquímicos – processos estes que são famosos poluidores -…
(http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-14282003000200008)

Também há as refinarias – com nível de eficácia ecológica medíocre – que produzem gasolina (poluem o ambiente e causam doenças diversas),
o diesel (extremo poluidor e causador também de doenças),
e ainda,
o asfalto usado nas estradas.

Sem falar na infraestrutura de uma “estrada”
que tem um impacto irreversível no uso do solo,
na paisagem e na fragmentação do habitat.

E cinicamente desprezadas estão
as mortes indiretas do “universo veicular”
ocasionadas por doenças respiratórias,
frutos da poluição ocasionada pela mobilidade automotiva…
(http://www.dw.de/trânsito-caótico-e-poluição-matam-milhões-por-ano-nas-grandes-cidades/a-17086737)

E isso,
é somente a ponta deste “ICEBERG”,
que fica desenhando um sombrio panorama urbano,
povoado por inquietantes figuras.

Que então possamos fazer uma revolução – uma revolução sem cheiro de pólvora é claro -,
mas sim,
com o cheiro da conscientização, da moralidade e da ética.

E que assim,
não se fuja mais da responsabilidade política,
deste poder público “sintético”,
que diz nos representar.

Abraços… Se gostar compartilhe com amigos.

ACésarVeiga

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